Depilação: escolha… ou só mais uma coisa que ensinaram pra gente?
Outro dia me peguei pensando em algo que, por muito tempo, nunca questionei:
por que a gente se depila?
Porque quando a gente começa a observar, percebe que isso vem de muito antes da gente — e talvez exatamente por isso a gente nem pare pra questionar.
Há registros de práticas desde o Egito Antigo até a Grécia, passando por métodos que iam de misturas naturais até substâncias bem agressivas pra pele.
Inclusive, dizem que Cleópatra já utilizava algo parecido com a cera quente, usando ingredientes como cera de abelha e argila — técnicas que, de certa forma, ainda existem hoje.
Porque, vamos ser honestas:
A gente cresce aprendendo que:
- pelo é feio
- pelo é “desleixo”
- pelo é algo que precisa ser resolvido
E pronto. Está instalado.
E aqui não tem certo ou errado.
O problema não é a depilação.
Porque liberdade não é fazer tudo.
É saber que você pode não fazer — e ainda assim se sentir segura.
Talvez seja:
Isso é uma escolha sua… ou só mais um roteiro que você aprendeu a seguir?
- O primeiro instrumento usado para depilação de que há registro, foi inventado na Grécia antiga e dava pelo nome de Estrigil que consistia numa varinha de 16 a 30 centímetros de comprimento com a ponta curva. As mulheres passavam no corpo uma pasta à base de vegetais, cinzas e a argila, raspando posteriormente a pele com o Estrigil."
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| Etrigil romano, séc. I a.C. |
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| Este é uma botija de azeite e um estrígil que seria usado na Roma Antiga. |
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| O estrígil era um instrumento usado em antigos banhos gregos e romanos para raspar fora o suor da pele, os pelos e sujeira do corpo. |
Curiosidades que fazem a gente pensar…
– O corpo humano tem milhões de pelos — mas só alguns incomodam. Curioso, né?
– Em diferentes épocas da história, remover pelos já foi sinal de beleza, higiene… e até status.
– Há séculos, mulheres já recorriam a métodos nada confortáveis pra remover pelos — o que mostra que essa “preocupação” não é tão recente quanto parece.
– No Brasil, a depilação se tornou quase um padrão, especialmente com a cultura de praia e a maior exposição do corpo.
– Em alguns países, deixar os pelos naturais é muito mais comum — e nem chega a ser uma questão.
– E talvez a mais curiosa de todas: a maioria de nós nunca parou pra decidir de verdade… só continuou fazendo.






Sou artista plástica e minha vida tem tudo haver com a arte. A arte em todos os sentidos. Até a arte de ser Mulher!
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