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Barbie.. ser ou não ser , eis a questão!!!

Boneca, personagem… ou alguém tentando ser vista?

Por um tempo, a internet parecia fascinada por um tipo muito específico de transformação:

- Meninas que queriam se parecer com bonecas ou personagens de anime.

Rostos quase perfeitos, olhos enormes, pele impecável.
Uma estética que chamava atenção — e, ao mesmo tempo, levantava muitas perguntas.

Lembro de acompanhar alguns desses casos, como o de Dakota Rose e sua irmã Kirsten Ostrenga.

Kiki e Dakota

Kirsten Ostrenga
E essa abaixo é a Dakota Rose:

Dakota Rose ou Kotakoti

Não vou negar, ela realmente é uma bonequinha... 

Na época, tudo parecia um misto de curiosidade, estranhamento e… julgamento.

Mas olhando hoje, com mais distância, talvez a pergunta não seja mais “por quê fizeram isso?”

Talvez seja:

O que leva alguém a se transformar tanto para ser visto?

Porque não era só estética.

Era exposição.
Era personagem.
Era uma versão de si mesma construída para a internet.

E isso teve um preço.

No caso de Kirsten, por exemplo, a exposição veio acompanhada de cyberbullying, ameaças e uma pressão difícil de sustentar — ainda mais tão jovem.

E aí a reflexão muda completamente.

Não é mais sobre “exagero”.

É sobre:

  • identidade
  • pertencimento
  • validação

Outros nomes também surgiram nessa mesma lógica, como Valeria Lukyanova e Olga Oleynik, que ficaram conhecidas como “Barbies humanas”.

Abaixo vem as outras personagens: Barbies Humanas

Valeria Lukyanova

E mais recentemente, Anzhelika Kenova.

foto fonte: correio braziliense

Em comum?

Uma busca intensa por um ideal — muitas vezes distante do que é real.

Mas aqui vai uma pergunta que talvez seja mais honesta:

Isso é tão diferente assim do que a gente vive hoje?

Filtros.
Procedimentos.
Padrões que mudam o tempo todo.

Talvez a diferença esteja só no grau.

Porque, no fundo, a questão continua sendo a mesma:

Até onde a gente vai para se sentir aceita?

Não se trata de ser contra mudanças.

A gente muda o cabelo, o estilo, o corpo… e isso faz parte.

Mas existe uma linha sutil entre se expressar e se apagar.

E talvez o mais interessante hoje não seja olhar para quem essas meninas foram… mas para quem elas se tornaram depois de tudo isso.

Porque é aí que a história realmente começa.


Valeria Lukyanova

O Antes da Barbie...

Olha a foto delas como eram antes: Valeria

Valeria Lukyanova 

e Olga: 
Olga Oleynik

 e agora a mais recente: Anzhelika Kenova
Anzhelika Kenova

Além desses casos, existem muitas outras pessoas que buscaram se aproximar da estética de personagens de anime.

Um exemplo é Tina Leopard, uma jovem chinesa que sonhava em ter uma aparência inspirada nesses personagens. Após sua transformação, passou a receber comentários negativos e até apelidos ofensivos na internet.

Tina Leopard

E isso muda completamente a forma como a gente olha para essas histórias.

Porque não é só sobre aparência.
É sobre exposição, julgamento — e falta de empatia.

Outro caso é o de Jacqueline Koh, seu sonho era ser igual a uma animes. Ela  também seguiu esse caminho em busca de um ideal muito específico.

Jacqueline-Koh e sua cirurgia

Jacqueline-Koh




No caso de Jacqueline Koh, a transformação não aconteceu de uma vez.

Tudo começou com uma insatisfação comum: alguns quilos a mais que ela não conseguia perder. A partir daí, vieram os primeiros procedimentos — como lipoaspiração e remodelação corporal.

E, aos poucos, uma mudança levou a outra.

Ela passou por diversas intervenções estéticas, incluindo ajustes no queixo, pálpebras, nariz e até nas orelhas, em busca de um visual mais próximo de um ideal muito específico.

O curioso é que ela mesma afirmou não ser fã de animes.

O que a atraía não eram os personagens em si, mas certas características físicas — como olhos maiores e traços mais delicados.

E aí surge uma pergunta inevitável:

Até que ponto uma mudança externa consegue, de fato, transformar o que a gente sente por dentro?

Porque, muitas vezes, a expectativa é enorme. Mas a realidade nem sempre acompanha.

E talvez o ponto mais importante não seja o resultado — mas o motivo.

O que leva alguém a querer deixar de ser quem é para se tornar outra versão?

Até onde a insatisfação com a própria imagem pode influenciar essas decisões?

Para quem, como eu, tem fé, essa reflexão também passa por um outro lugar.

A ideia de que fomos criados com propósito traz uma pergunta delicada:
como equilibrar aceitação e mudança?

Gosto de pensar como se fôssemos uma obra em construção.
Não algo intocável — mas também não algo que precisa ser completamente refeito para ter valor.

E isso não significa ser contra mudanças.

A medicina, a estética e os cuidados com o corpo têm seu espaço — especialmente quando ajudam alguém a se sentir melhor ou a lidar com algo que causa sofrimento real.

Mas talvez o ponto de equilíbrio esteja aqui:

Mudar por escolha… ou por necessidade de aceitação?

No fim, mais do que a transformação em si, o que realmente importa é conseguir estar em paz com quem se é — com ou sem mudanças.

(。•ᴗ•。)

Enfim… existem muitas outras histórias como essas.
E não são só mulheres.
Homens também têm investido tempo, dinheiro e expectativa em busca de um ideal de aparência.
Mas isso talvez seja assunto para outro texto.
Minha reflexão
O que faz alguém querer deixar de ser quem é para se tornar outra versão?
Até que ponto a insatisfação com a própria aparência pode nos levar?
Para quem, como eu, tem fé, essa reflexão também passa por outro lugar.
Acredito que fomos criados com intenção, com significado.
Como uma obra que não surgiu por acaso.
Gosto de imaginar um artista criando um quadro — colocando tempo, cuidado e dedicação em cada detalhe.
E aí me pergunto:
quando tentamos mudar tudo em nós, o que estamos realmente buscando?
Isso não significa que não possamos mudar.
Existem situações em que algo causa dor, desconforto ou impacta a forma como a pessoa vive — e, nesses casos, buscar ajuda faz sentido.
Assim como cuidamos da saúde quando algo não vai bem, também podemos recorrer à medicina quando isso traz qualidade de vida.
Talvez a questão não esteja na mudança em si.
Mas no motivo.
Estamos mudando por escolha… ou tentando nos encaixar em algo que esperam de nós?
No fim, mais do que qualquer transformação externa, o que realmente importa é conseguir estar em paz com quem se é.
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Cacau

Ele nasceu como a bebida preferida dos deuses maias. Virou moeda para os astecas e se tornou barra no século 19, na Europa. Alimentou o exército americano na Segunda Guerra e a ciência descobriu suas capacidades antidepressivas. Nos últimos 3.500 anos, o alimento feito à base de cacau já passou por quase todo tipo de forma, cor e sabor – bombom, oval, branco, amargo. É tanta polivalência que até uma versão inalável surgiu em 2009.

Entre 1.500 a.C e 200 d.C.
Por meio de análises de DNA, cientistas apontam o norte da América do Sul como o berço do cacau. Viajantes das rotas comerciais carregam as sementes para a América Central.

250-900 d.C.
No México, os maias utilizam cacau como oferenda aos deuses. A semente começa a ser processada. Depois de fermentada, secada, tostada e moída, é obtida uma pasta, que é misturada a água, pimenta e farinha de milho. Surge a primeira forma do chocolate

1400
Astecas dominam a civilização maia. O cacau serve de alimento para o deus Tenochitlán. A bebida só circula entre nobres. Adoçada com mel e especiarias, ganha o nome de cacauhatl (água de cacau) ou xocoatl (água amarga)

1513
O cacau já funcionava como moeda entre maias e astecas e, com o domínio dos espanhois, a partir de 1502, o uso continua. O espanhol Fernando de Oviedo y Valdez comprou um escravo por cem sementes de cacau. Dez sementes pagavam uma prostituta e quatro davam direito a um coelho no jantar

1521
O primeiro navio espanhol carregado de sementes de cacau chega à Europa. Os espanhóis adicionam açúcar à bebida dos astecas.

1600-1799
O chocolate quente vira sensação na Europa. A rainha Anna, da Áustria, vira “chocólatra”. À base do trabalho braçal de escravos africanos, a Espanha e Portugal se tornam principais fornecedores

1828
O holandês Conrad Van Houten inventa uma máquina que extrai a manteiga do cacau. A parte restante é transformada em pó. A produção da bebida é industrializada. Surge o chocolate sólido, feito de manteiga, pó e massa de cacau

1847
A primeira barra comercializada em escala foi produzida pela companhia inglesa J. S. Fry & Sons, localizada em Bristol. Tinha sabor amargo e bruto. Anos depois, a empresa começa a vender a Fry’s Chocolate Cream Bar. Em 1873, inventa o ovo de Páscoa

1891
Surge a primeira fábrica de chocolates do Brasil, a Neugebauer, fundada por imigrantes alemães no Rio Grande do Sul

1913
Publicada pela Walter Baker & Company a primeira receita de “tabletes de baunilha”, um doce feito com manteiga de cacau, açúcar, leite e baunilha, depois batizada de “chocolate branco” (que de chocolate só tem o nome: a fórmula não leva cacau, apenas a gordura tirada da semente)

1938
Nasce o Diamante Negro. É batizado em homenagem ao artilheiro da Copa da França, o brasileiro Leônidas da Silva. Lançado o bombom Sonho de Valsa e, quatro anos depois, o Bis

1937
O poder energético e antidepressivo do chocolate é reconhecido pelo exército americano e começa a fazer parte da “ração D”, levada para a guerra pelos soldados

1941
Nos EUA, Forrest Mars lança o M&M’s, pastilhas de chocolate recobertas com uma camada de açúcar colorido. Ele tinha visto soldados espanhóis comerem algo parecido durante a Guerra Civil Espanhola. A Mars é a maior compradora de cacau do mundo

1964
O escritor britânico Roald Dahl cria o menino Charlie e os pequenos Oompa-Loompas com o livro A Fantástica Fábrica de Chocolate. A obra é levada às telas em 1971 por Mel Stuart, estrelada por Gene Wilder. Tim Burton apresentou a sua versão, com Johnny Depp como o doceiro Willie Wonka, em 2005

1970
Começa a fabricação brasileira de chocolate diet, para pessoas com diabetes. O sabor era muito ruim e só melhora a partir da década seguinte, com a combinação de novas substâncias para adoçar o cacau

1985
Chantal Fravre-Bismuth, toxicóloga do Hospital Fernand Vidal, em Paris, investigou as causas da chamada "chocolatemania". Ela estudou como os compostos químicos do produto que afetam o corpo humano. Segundo ela, a dopamina, a fenietilamina e 17 receptores de anfetaminas são responsáveis pelo desejo de comer chocolate

1997
O artista brasileiro Vik Muniz, radicado em Nova York, lança quadros desenhados com chocolate derretido

2005
Pesquisadores da Universidade Di L' Aquila, na Itália, comprovam que o consumo de chocolate meio-amargo, com alto teor de flavonóides, tem o poder de reduzir a pressão sanguínea em pessoas com hipertensão

2009
Surge Le Whif, um tipo de chocolate inalável, que vem em uma embalagem parecida com uma carteira de cigarros. Vem em quatro sabores, livres de calorias  (vou postar uma materia sobre isso).